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    Investigação

    Cinco PMs são presos por crimes durante megaoperação no Rio

    Corregedoria apontam desvio de conduta e possível furto de fuzil

    Publicado 28/11/2025 às 17:13 | Autor: Enfoco
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    Outros cinco são alvo de mandados de busca e apreensão
    Outros cinco são alvo de mandados de busca e apreensão |  Foto: Arquivo Enfoco

    Cinco policiais militares do Batalhão de Choque foram presos, na manhã desta sexta-feira (28), durante uma ação da Corregedoria-Geral da corporação que investiga crimes ocorridos na Operação Contenção, realizada em 28 de outubro nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio. A megaoperação terminou com 122 mortos e é a maior com número de vítimas já registrada no estado.

    Além das prisões, outros cinco PMs tiveram mandados de busca e apreensão cumpridos. As medidas foram autorizadas após a análise de imagens captadas pelas Câmeras Operacionais Portáteis usadas pelos agentes durante a ação.

    De acordo com a Secretaria de Estado de Polícia Militar, as apurações estão sob responsabilidade da 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM), que identificou indícios de crimes militares cometidos no decorrer do serviço.

    A corporação informou, em nota, que não tolera “possíveis desvios de conduta ou cometimento de crimes praticados por seus entes, punindo com rigor os envolvidos quando constatados os fatos”.

    Roubo de fuzis

    Entre os elementos levantados pela investigação está o possível furto de um fuzil durante a operação. A denúncia foi apresentada pela Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio (CDDHC), que acompanha o caso. Segundo a deputada Dani Monteiro (PSOL), presidente da comissão, as imagens das câmeras corporais mostram indícios de que a arma teria sido subtraída para posterior revenda a criminosos.

    A comissão afirma ter atuado no território durante e após a megaoperação, recolhendo relatos de moradores, acompanhando familiares de vítimas e enviando ofícios para garantir a preservação de provas.

    O conjunto desse material foi entregue ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, no início do mês, no âmbito da ADPF 635 (conhecida como ADPF das Favelas).

    A CDDHC atua como amicus curiae no processo e tem reforçado o pedido de federalização das investigações sobre a ação policial.

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