Ataque
Trump fala em assumir petróleo da Venezuela e Lula condena ofensiva dos EUA; vídeo
Presidente americano fez declarações neste sábado (3)
Donald Trump declarou neste sábado (3) que petroleiras norte-americanas vão assumir a exploração do petróleo da Venezuela e que os Estados Unidos irão “administrar” o país de forma interina, afirmações que repercutiram imediatamente no cenário internacional e elevaram a tensão na América Latina.
“Nós vamos administrar o país até o momento em que pudermos, temos certeza de que haverá uma transição adequada, justa e legal. Queremos liberdade e justiça para o grande povo da Venezuela”, disse Trump.
Sobre o petróleo, o presidente americano declarou: “Vamos fazer o petróleo fluir”. Segundo ele, “nossas gigantescas companhias petrolíferas dos Estados Unidos vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar a infraestrutura petrolífera”.
As declarações vieram após Trump anunciar a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. O norte-americano ainda afirmou que não descarta novas ofensivas e invocou a Doutrina Monroe, dizendo que “o domínio americano no Hemisfério Ocidental nunca mais será questionado”.
Trump também divulgou uma imagem de Nicolás Maduro vendado com óculos, de moletom e supostamente algemado, a bordo do navio USS Iwo Jima.
Os Estados Unidos lançaram um ataque militar de grande escala contra a Venezuela na madrugada deste sábado (3), com explosões em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
Lula se manifesta
A resposta brasileira veio poucas horas depois de Maduro ser capturado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou duramente a ação militar e cobrou uma reação da Organização das Nações Unidas (ONU).
“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, afirmou Lula.
O presidente brasileiro acrescentou:
“Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, frisou Lula por meio das redes sociais.
Lula também disse que a ofensiva “lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe” e defendeu uma reação global.
“A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação”.
Enquanto Washington fala em controle e exploração do petróleo, Caracas denuncia mudança de regime, e o mundo observa, em alerta, o risco de uma escalada sem precedentes na região.

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