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    Justiça bloqueia bens de Cabral e Picciani

    Publicado 13/02/2019 às 11:01 | Autor: Plantão Enfoco
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    Sérgio Cabral em coletiva em 2010 (Foto: Divulgação/Agência Brasil)

    A juíza Caroline Rossy Brandão Fonseca, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, decretou a indisponibilidade de bens do ex-governador Sergio Cabral, do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio Jorge Picciani, do banqueiro José Augusto Ferreira dos Santos e da Agrobilara Comércio e Participações Ltda, de propriedade de Picciani. Ao todo, serão bloqueados R$ 4 milhões de Sergio Cabral e R$ 3 milhões de Jorge Picciani, de José Augusto Ferreira e da empresa Agrobilara.

    A decisão, em caráter liminar, atendeu a uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc) do Ministério Público.

    De acordo com o MP, os fatos narrados no processo foram descobertos a partir das investigações da Operação Lava Jato no Rio, que revelou a existência de uma organização criminosa formada no governo estadual fluminense, no período de 2007 a março de 2014, liderada pelo então governador Sérgio Cabral. Essa organização teria atuado em várias obras realizadas pelo governo do Rio, como a reforma do estádio do Maracanã para sediar a Copa do Mundo de 2014, a construção do Arco Metropolitano e projetos de urbanização em comunidades carentes, conhecidos como "PAC das Favelas", dentre outras.

    Ainda de acordo com o MP, uma das empresas beneficiadas com esse esquema criminoso, a Carioca Christiani-Nielsen Engenharia, necessitava gerar recursos em espécie a fim de pagar o valor exigido a título de propina pelo ex-governador e, para tanto, fazia uso de “caixa 2” e lavagem de dinheiro por meio de contratos simulados ou superfaturados. Para isso, consorciou-se a Jorge Picciani para realizar uma série de operações de compra e venda de gado entre 2012 e 2014, totalizando 160 vacas no valor total e superfaturado de R$ 3.500 milhões.

    O processo tramita na 4ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Rio.

    (Fonte: Agência Brasil)

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