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    Saúde

    Dia Mundial do Rim: veja mitos e verdades sobre a saúde renal

    Especialista esclarece dúvidas e faz alerta

    Publicado 13/03/2025 às 12:58 | Atualizado em 13/03/2025 às 15:43 | Autor: André Silva
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    Dia Mundial do Rim é comemorado nesta quinta-feira (13)
    Dia Mundial do Rim é comemorado nesta quinta-feira (13) |  Foto: Agência Brasil

    O Dia Mundial do Rim é comemorado sempre na segunda quinta-feira de março, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da saúde renal. Criado em 2006 pela International Federation of Kidney Foundations (IFKF) e pela International Society of Nephrology (ISN), a data reforça a necessidade de prevenção e diagnóstico precoce das doenças renais, que podem passar despercebidas até atingirem estágios avançados.

    Neste ano, o tema da campanha é “Seus rins estão ok? Dose sua creatinina”, destacando um exame simples e acessível que pode identificar precocemente a doença renal crônica (DRC).

    “A creatinina é um marcador de função renal, e um exame de sangue rotineiro pode fazer toda a diferença no diagnóstico precoce e na qualidade de vida do paciente”, explica a nefrologista Priscila Lustoza.

    A Sociedade Brasileira de Nefrologia tem se engajado na campanha com diversas ações pelo país.

    “Além de eventos em clínicas de diálise e espaços públicos, promovemos a iluminação do Cristo Redentor para chamar atenção para a causa”, conta a médica.

    Segundo ela, a doença renal crônica afeta cerca de 10% da população mundial e brasileira, e os principais grupos de risco são pessoas com diabetes, hipertensão e obesidade.

    Aspas da citação
    Mas não são só esses casos. Há também fatores genéticos, uso excessivo de medicamentos e até infecções urinárias mal tratadas que podem comprometer os rins
    Priscila Lustoza Nefrologista
    Aspas da citação

    A especialista também destaca a influência da alimentação e do estilo de vida na saúde renal.

    “O excesso de sal aumenta a pressão arterial e pode facilitar a formação de cálculos renais. Já o consumo exagerado de proteínas, comum entre quem busca ganho de massa muscular, pode sobrecarregar os rins e causar danos irreversíveis”, explica.

    A doença renal crônica é silenciosa e, muitas vezes, só apresenta sintomas quando já está em estágio avançado. “Fique atento a sinais como inchaço no rosto e nos pés, urina espumosa e cansaço frequente”, orienta Priscila.

    Mitos e verdades sobre a saúde dos rins

    A desinformação sobre a saúde renal ainda é um problema. A médica esclarece alguns mitos e verdades:

    Mitos

    • Comer tomate causa pedra nos rins – O tomate é rico em potássio e pode ser restrito em pacientes com DRC avançada, mas não causa cálculos renais.
    • A doença renal crônica só atinge idosos – Pode afetar qualquer idade, inclusive crianças.
    • Se não sinto dor, meus rins estão saudáveis – A doença renal é silenciosa e geralmente não causa dor até estágios graves.
    • Beber muita água previne doença renal – A hidratação é essencial, mas o excesso de água não evita nem trata a DRC.
    • Quem tem doença renal não pode comer proteína – A restrição de proteína depende do estágio da doença e deve ser acompanhada por um especialista.

    Verdades

    • A DRC é progressiva e irreversível – No entanto, com acompanhamento médico adequado, sua evolução pode ser retardada.
    • Diabetes e hipertensão são as principais causas da DRC – O controle dessas doenças é essencial para evitar complicações.
    • O diagnóstico precoce previne complicações graves – A detecção antecipada pode evitar até problemas cardiovasculares.
    • Dieta e estilo de vida fazem diferença – Alimentação equilibrada e hábitos saudáveis ajudam a proteger os rins.

    Outro alerta importante é sobre o hábito de segurar a urina. “Para quem tem tendência à infecção urinária, isso pode aumentar o risco de infecções renais, que podem deixar cicatrizes nos rins e levar à perda de função renal”, ressalta Priscila.

    A doença renal crônica é dividida em cinco estágios, sendo que apenas nos últimos o paciente precisa de terapia de substituição renal, como hemodiálise, diálise peritoneal ou transplante.

    A prevenção, segundo especialistas, ainda é a melhor estratégia para evitar que a doença avance silenciosamente.

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